A História de um Anjo
Uma vez eu conheci um anjo. Um anjo que não acreditava mais no amor, que tinha erguido enormes muralhas ao redor do coração. Tinha prometido para si próprio que não mais cairia nas armadilhas do coração que batia fraco e choroso por querer bater novamente de modo forte e iluminar os olhos daquele anjo. Mas o coração possui suas artimanhas e ele fez o anjo olhar na direção de um cristal. Os olhos do anjo por um momento ganharam um brilho que há muito não existia. O coração do anjo então conseguiu bater um pouco mais forte e logo o anjo sentia os primeiros pedaços da muralha ceder. Cobriu os olhos, não queria que a muralha cedesse, mas era tarde e cada vez mais ele se pegou apreciando aquele pequeno cristal que enfeitiçava seus olhos e fazia seu coração voltar a bater. A muralha então cedia por completo e mais uma vez o anjo estava sujeito às emoções que ele repudiou por tanto tempo. Muito tempo ficou ali cativado pelo brilho daquele cristal e o carregava junto ao seu coração como se o mesmo pudesse partir acaso ele se descuidasse. O Anjo então ousava voar cada vez mais alto, com toda aquela sensação que tomava sua alma, mas quando ele menos esperava, aquele cristal partiu-se em vários pedaços. O Anjo então caiu, sentindo seu coração sangrar e mais uma vez ele chorava. Estava sem forças para erguer uma nova muralha. Estava sem forças para voar. Desejava ficar cego, para não ver mais nenhum cristal a reluzir e mais uma vez o coração dele chorava silencioso e tristonho. Estava só mais uma vez. Não conseguia acreditar que havia caído em mais uma armadilha de seu coração. Mas outros olhos espreitavam aquele anjo. Olhos traiçoeiros que traziam palavras de consolo para o Anjo. Em meio a sua dor, ele deixou a serpente se aproximar. Deixou que ela o abraçasse e o consolasse. Um outro Anjo que estava por perto tentou avisá-lo, mas as asas negras que aquele anjo possuía, talvez tenham feito o outro anjo de asas brancas não escutar os conselhos que aquele obstinado anjo tentava dar. Cada vez mais a serpente apertava o desavisado Anjo e o outro apenas teve que abaixar os olhos e esperar. A espera foi longa e o anjo de asa negra ainda esperava que seu amigo despertasse daquela nova armadilha que seu coração aprontava. O despertar veio e veio de uma forma violenta demais para aquele anjo que tinha se deixado enfeitiçar pela fala sibilante. Aos poucos ele se aproximou do anjo de asas negras e agradeceu por ele ter tentado alerta-lo. Aos poucos ele foi eregindo as pedras que ergueriam mais uma vez a muralha ao redor do coração. Não se deixaria enganar de novo. Não se deixaria levar de novo por aquele desejo que o coração possuía. Estava determinado a não amar mais. Estava determinado a não sofrer mais. Outros anjos tentavam consolá-lo com palavras. Mas ele não queria. Não queria mais sentir aquela sensação gostosa para depois descobrir que era pura ilusão. A muralha estava sendo erguida, quando ele notou um abraço ao redor dele. Quando ele notou que o coração não estava mais ferido. Ao lado dele outro anjo cuidava de sua alma. Um anjo com asas tão brancas quanto as que ele possuía. Quis sentir medo. Mas o medo não se encontrava em sua alma. Sentiu aquele abraço cálido. Sentiu seu coração acalmar pela primeira vez. Sentiu os afagares em seus cabelos. Sentiu a segurança ao deitar sua cabeça no colo daquele anjo silencioso que o ajudou por tanto tempo sem que ele notasse. Longe dos olhares daqueles anjos, o Anjo de asas negras sorria.
- Finalmente você está em paz!
Por um momento ela sorri ao ler aquela história. Sabia que em algum lugar, alguém estaria em paz. Seus filhos não estavam em casa e ela se sentia bem, mesmo lendo toda aquela história sobre anjos. Talvez ela devesse acreditar mais nos anjos que estavam ao seu redor. O Tyr reluzia um brilho dourado e parecia se sentir bem por mais uma página ter sido escrita. Estava feliz por ver que sua autora estava voltando aos poucos a criar novos mundos, novas linhas nele e em muitos outros livros. Brilhava com suas letras douradas por saber que ela ainda tinha o dom de tocar as almas das pessoas e fazer com que elas vissem o mundo da forma que ela via.
- Obrigada Tyr Quentalë!
- Finalmente você está em paz!
Por um momento ela sorri ao ler aquela história. Sabia que em algum lugar, alguém estaria em paz. Seus filhos não estavam em casa e ela se sentia bem, mesmo lendo toda aquela história sobre anjos. Talvez ela devesse acreditar mais nos anjos que estavam ao seu redor. O Tyr reluzia um brilho dourado e parecia se sentir bem por mais uma página ter sido escrita. Estava feliz por ver que sua autora estava voltando aos poucos a criar novos mundos, novas linhas nele e em muitos outros livros. Brilhava com suas letras douradas por saber que ela ainda tinha o dom de tocar as almas das pessoas e fazer com que elas vissem o mundo da forma que ela via.
- Obrigada Tyr Quentalë!
Premiações



5 Comments:
ora..ora..ora.. lá está uma bela biografia. Obrigado irmã de guerra, de alma e coração, por toda a força e preocupação comigo. Acho que palavras algumas vezes não podem expressar sentimentos, acho que na maioria das vezes não.. não conseguimos. Mas acho que no fundo sabemos. Não é mesmo?
Bom.. nem toda historia é alegre não é? Ao menos quando tem final feliz vale a pena não é? Melhor ainda quando nem tem final hm?
Beijo beijo beijo.
Tyr, esse conto me fez lembrar de um livro que fala sobre anjos. Diz o livro que determinadas pessoas que se aproximam de nós, às vezes, são mesmo anjos. Nos livram de coisas ruins. Esse anjo foi liberto.
Beijos, boa semana.
http://napontadolapis.zip.net http://dulcineia.blogspot.com
Adorei o final feliz, eles estão tão raros hoje em dia.Muito gostosa a tua maneira de escrever.Voltarei mais vezes.Boa semana!!
que história linda! me fez lembrar e sentir muitas saudades de um jogo que eu jogava no mirc (antigo e bom mirc)que era a historia de um anjo na terra que protegia uma sucubbu que tinha fugido do inferno.
Amei!
que lindo!
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