Terça-feira, Janeiro 30, 2007

O Despertar

Os olhos se abrem em sua calmaria e diante deles o campo de batalha se encontrava no verdadeiro caos. Corpos espalhados pelos campos. Corpos daqueles que um dia bradaram a voz em uníssono. Os corpos sobreviventes e doloridos mostram suas marcas de batalha, mas a alma de cada um deles não será dilacerada por seus inimigos. Não mais. Rangem os dentes dizendo chega, segurando suas espadas ao encarar a frente de batalha. Cobrindo as costas de seus companheiros, aquele grupo respira fundo por um breve momento.
- Agora e para sempre seremos uma só voz!
Bradam aqueles cavaleiros que enfrentavam uma última batalha. Sons das espadas tinindo tomam conta do cenário. O Sol em sua luz avermelhada, ainda traz um pouco de luz, antes que as trevas alcancem o pequeno grupo que tem a honra em seu coração e a amizade que seria perpetuada para todo o sempre, por mais obscura que fosse as trevas vindouras.

- NÃO!!!
Grita o pequeno ao despertar com mais um sonho que ele possuía sobre os cavaleiros que ele tanto gostava de contar em suas histórias. Seu coração batia de forma acelerada e ele saltava da cama, perguntando-se sobre os sonhos que pareciam ter um final tão trágico. Abria a porta de seu quarto buscando sua mãe para falar um pouco sobre o sonho, mas tinha dúvidas se ligaria o computador para escrever um pouco mais sobre a história dos cavaleiros do sol. Com passos calmos ele caminha, até a porta do quarto de sua mãe e podia vê-la adormecida sobre o livro que sempre pareceu ganhar vida. O pequeno suspira e vai à cozinha para beber um pouco de água, pensando talvez ver um pouco de televisão para não deixar sua mãe preocupada porque ele tinha despertado mais uma vez em hora tão tardia. Senta-se um tempo no sofá, prensando sobre tudo que tinha sonhado e surpreende-se ao ver o Tyr Quentalë na mesa da sala.
- Não foi apenas um sonho, foi?
Aproxima-se do livro respirando fundo, pegando-o com suas mãos trêmulas. Folheia uma, duas, até abrir em uma página que parecia conter as linhas do que ele havia sonhado. Seus olhos por um momento lacrimejam e o pequeno pode ver que o livro ainda escrevia as linhas depois do despertar brusco que ele teve.

O Sol em sua luz avermelhada, ainda traz um pouco de luz, antes que as trevas alcancem o pequeno grupo que tem a honra em seu coração e a amizade que seria perpetuada para todo o sempre, por mais obscura que fosse as trevas vindouras.
O silêncio se alastra no campo de batalha durante as trevas e tudo parece se acalmar. As estrelas começam a cair do céu, como lágrimas que se derramam por aqueles de grande valor. Uma a uma elas caem, iluminando o campo de batalha. A morte anuncia o seu canto de forma calma recolhendo os corpos daqueles que pereceram. Um sorriso surge aos lábios de alguém que observou tudo o que aconteceu e se virava ao que as estrelas se deitavam nos corpos daquele grupo que tão bravamente batalhou.
- Por mais fraca que pareça esta luz, ela sempre brilhará. Não chore pequeno. Não derrame mais suas lágrimas. Você sabe que a história está apenas iniciando.

O pequeno que lia aquelas linhas sabia que o livro falava para ele compreender os caminhos que foram tomados e com calma ele sorria ao acariciar os dedos na figura daquele grupo de cavaleiros. Podia vê-los sorrindo em suas armaduras brilhantes e com suas espadas. Podia escutar mais uma vez o bradar daqueles cavaleiros:

- “Agora e para sempre seremos uma só voz”!

2 Comments:

Anonymous rubo medina said...

Uma união, um acordo acerca de uma vitória e a conquista é garantida. Parabéns Tyr, pelo texto tão bem elaborado.
Abraços.

10:32 PM  
Anonymous rubo medina said...

Tyr, mudei, quer dizer, alonguei mais o episódio 30. Então, vc deverá ler ainda O SEQuÜESTRO e NA MANSÃO. Assim, se encerra mesmo o episódio.
Abraços.

10:33 PM  

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