Domingo, Dezembro 24, 2006

Um Conto de Natal

Pequenas luzes começam a se espalhar na obscura noite. Uma noite em que muitos estão reunidos em seus lares cantando músicas alegres e fazendo desejos para uma noite mágica. Naquele lugar o bailar daquelas pequenas luzes ganham cores diferentes. Azuladas e prateadas, avermelhadas e douradas, alaranjadas e amareladas, esverdeadas e rosadas. Luzes que bailam sobre a face límpida da água que aos poucos se torna uma face lisa e gelada. Pequenas risadas são dadas enquanto as luzes azuladas e prateadas parecem trazer ao lugar um momento único e mágico. As luzes esverdeadas e rosadas tocam a árvore desgalhada e folhas com um verde vívido crescem em seus galhos, mas não só as folhas surgem. Flores em tons avermelhados se espalham como bolas de cristal em uma árvore de natal. Risos e mais risos enchem aquela noite de alegria. As luzes avermelhadas e douradas circundam a árvore que esta sendo enfeitada e as folhas ganham tons diferentes daqueles tons esverdeados. Pequenas riscas amareladas e avermelhadas que circunda aquela árvore, desejando mais brincadeiras como aquela. A grama cresce, trazendo flores de várias cores ao redor da árvore escolhida para aquela noite em questão. As luzes alaranjadas e amareladas alcançam o topo da árvore deixando pequenos brilhos cintilantes na copa que ganhava tanto brilho e pequenas palmas completam as risadas. Pequenos flocos de neve começam a cair, bailando ao suave vento cálido que parecem vir do brilho intenso que se formava acima da copa da árvore como uma estrela que ali tinha repousado para participar da brincadeira.Outras risadas mais parecem surgir junto com a risada das pequenas que estão a se divertir e toda aquela árvore ganha um brilho que pode tocar cada diminuto coração.
- Faça um desejo!

A linha surgia junto com o abraço que a mãe dava na pequena que escutava o irmão mais velho contar a história do Tyr Quentalë. Uma linha que surgia junto com as palavras da mãe que agora brincava de fechar os olhos da pequena, enquanto piscava um dos olhos para o pequeno. O pequeno ria baixinho, mas também é pego de surpresa ao que seus olhos também eram fechados pelas mãos do pai.
- Faça um desejo, Pequenino!
A voz vinha de forma calma e baixa, trazendo o acelerar do coração que tentava adivinhar o que seria a surpresa daquele ano.A pequenina mordia os lábios em grande alegria, quando escutava a porta sendo aberta e o vento tocar os seus cabelos.
- Conte-nos mamãe! Conte-nos o que é a surpresa!
O pequeno também tinha grande curiosidade com todo aquele mistério que seus pais faziam. Que surpresa poderia ser aquela, que ambos precisavam sair de casa?
- Se contarmos não será mais uma surpresa!
Falava em tom calmo a mãe que guiava a pequenina, enquanto o pequeno era trazido pelo pai. Ambos podiam observar aquele lugar aonde a surpresa estava apenas aguardando os pequenos.
- Fechem os olhos e deixem a magia falar.A voz grave e baixa do pai, ordenava que eles se mantivessem com os olhos fechados e assim eles faziam, enquanto sentiam as mãos escaparem dos seus olhos que estavam fechados. O Casal se abraçava, observando os pequeninos por um tempo. Podiam sentir os desejos dos pequenos se mesclarem com a noite que os abraçava.
- Abram os olhos e me digam o que vêem.
Os pequenos abriam os olhos e mal podiam acreditar. Risadas tomam conta da noite e eles agora corriam para tocar uma árvore muito especial. Corriam e se divertiam, vendo aquela árvore que possuía folhas verdes e flores avermelhadas. Para ver as folhas amareladas e avermelhadas que faziam as guirlandas ao redor da copa. Pulavam para tocar os brilhos amarelados e alaranjados que trazia brilho a árvore. Erguiam as suas mãos para pegar os flocos de neve que caíam apenas ali naquele lugar de grama verde e flores coloridas e de todos os lugares. Riam com o melhor presente de natal que seus pais e o Tyr Quentalë poderiam dar.
- Feliz Natal Minha Amada!
Uma flor era colocada nos cabelos da esposa pelas mãos do homem amado. Ele então podia sentir o beijo suave em seus lábios e ver-la sorrindo enquanto murmurava para ele:
- Feliz Natal Meu Amado!
- Feliz Natal Tyr Quentalë!
Gritam as crianças rindo e agradecendo por aquela noite mágica!

7 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Também quero um presente assim!!!
Adorei o conto! O anterior também está belíssomo, gostei da continuação nesse!
abraços!

3:28 PM  
Anonymous rubo medina said...

Lindo, Tyr! A magia das luzes, das cores, a ansiedade/curiosidade/alegria dos pequenos com a surpresa, o Natal em si... tudo isso tem um tom mágico que nos envolve nessa data.
Beijos.

5:02 PM  
Anonymous rubo medina said...

Querida, quero te desejar um 2007 repleto de realizações dos seus desejos. Você foi uma das melhores coisas de 2006. Me incentivou na minissérie Dulcinéia. É por você também que continuo escrevendo. E pessoas assim, que nos estimulam, merecem um Ano Novo bem feliz.
Beijos.

5:10 PM  
Blogger Naeno said...

Para este ano eu sonho: Que o meu sonho se torne uma realidade. Que a gente não veja em seu final uma barbarie como foi a que cometeram enforcando um ser humano, insano, imprestável, mas um ser humano. Como se déssemos nestes dias uma volta ao passado impume dos ditadores sanguinolentos, dos que se julglam donos do mundo.
O que se fez abateu-se uma escória se se criaram outras tantas. Mataram um pecador um desrespeitoso da vida, e se fizeram outros mais estusiasmados ainda. Ninguém tem o direito sobre a vida humana, a vida é um dom Divino e cabe a Deus deliberar sobre ela.
Que esse ano, que faltam em torno de dezesete horas para adentrar em nossas vidas nos traga alegrias, mas alegrias mesmo, que a gente lembre disso e a partir de amanhã já comecemos por buscá-la. Não aquela felicidade impressa nos cartões, mas uma que se possa marcar em nossos corações, com toda a nossa convicção. O homem nasceu para brilhar e ser feliz. Infelizes, infelismente existem os marcados, como o Sandan e seus executores. Nós temos a nossa parcel de culpa por a um momento destes estarmos já silenciados diante do ocorrido e não tomamos repúdio por esta ação bparbara atroz.
Disso a gente não precisa esquecer. Fiquemos atentos quando um ditador inflamado der sinais de que está se formando. Acabemos com os projetos dele ainda antes que se forme o monstro e venha a desencadear a criação de uma avalanche de outros iguais.
Que Deus se compadeça de todos,
De nós e nos dê meios e jeito de mujdar este mundo.

Um beijo
Naeno

9:04 AM  
Anonymous Andreia said...

Nossa, é só eu me ausentar durante um pequeno tempo para voltar e vê que você postou dois deliciosos contos? Bem Rúbia, sei que algumas palavras podem soar demagogas demais, e que não há como provar a sinceridade delas, principalmente quando elas são escritas na internet sem a possibilidade de ver seu leitor, ouvir sua voz, fitar dentro de seus olhos e comprovar sua inteireza. Mas quero que você saiba que as palavras que estou a escrever aqui em seu cantinho tão especial na qual me sinto extremamente honrada em ser convidada a fazer parte, que em nenhuma hipótese minhas palavras são demagogas ou desejam massagear seu ego, pois uma escritora de seu calibre não necessita de tais artifícios. Eu ansiava muito ler o conto natalino que sua mente brilhante e intelectual estava a preparar e lamentei por não ter tido tempo para acessar a net nestes dias festivos. Mas saiba que minhas lamentações se tornaram em adoração à medida que li seus contos. Sempre achei o Natal uma data bonita e, por que não, triste?... Uma data que aflora ainda mais a minha sensibilidade, se isto poderia ser possível, mas foi. Foi possível quando hoje li seus dois contos "Encontros Etéreos" e "Um Conto de Natal" e rememorar meu último natal, e claro, os outros que já passaram, trazendo a nostalgia de tempos que não voltam mais. Eu quem dizia que não podia mais sentir a magia natalina que era capaz de sentir quando ainda era criança, acabei por sentir com sua espantosa descrição de uma noite natalina em família, reinando amor, esperança e felicidades. Cada palavra que você escreveu trouxe vida à cena como se você tivesse lapidado cada movimento, cada textura e sons produzidos pelas personagens, uma verdadeira pintura.
Queria poder fazer uma critica, pois criticas quando bem feitas são produtivas, mas eu realmente não consigo achar nenhuma falha. Somente não me faça mais chorar, ok? Estou falando sério. Se você mandasse este conto natalino para uma revista, certamente ela seria publicada. Já pensou nisso?
Desejo para você um ótimo 2007, que todos seus desejos se concretizem, muita sabedoria, saúde, amor e paz. Amizades, muitas amizades, amiga! É das amizades que conseguimos conquistar tudo aquilo que citei há pouco acima. Aguardo esperançosamente que você faça um conto mostrando do ponto de vista do Tyr Quentale o que ele aguarda deste ano.
De sua amiga e fã,

4:22 PM  
Anonymous rubo jünger medina said...

Tyr, passei pra te desejar um bom fds e dizer que realmente vc me surpreendeu. Demorou a aparecer. Geralmente é uma das primeiras.
Beijos.

10:52 PM  
Anonymous rubo medina said...

Tyr, antes de mais nada, obrigado a você por tanto prestígio à minissérie Dulcinéia. Gosto de escrever pensando que vc vai ler. Isto me dá motivação. E desculpe eu ainda nao ter te linkado no na Ponta do Lápis. Aqui no blogspot, nao sei fazer isto.
vou linkar vc lá.
Obrigado mais uma vez. E como c mesma disse, a trama começa a ser desvendada. Ainda tem muita surpresa. Aguarde...
P.S. = pode apagar este comentário, se quiser.

3:34 PM  

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