O Toque do Fogo
Pequenos estalos prendiam a minha atenção. Em meio àqueles estalos as brasas subiam em seu bailar tentando alcançar as estrelas. Uma a uma elas se apagam, voltando a bailar apenas depois de um novo estalo. Eu poderia passar horas vendo o bailar daquelas pequenas brasas que em minha mente ganhavam formas e mais formas encantadas.
- Psiu!
A mente despertava com aquele pequeno chamado e minhas costas se endireitavam para espiar por entre as chamas quem requeria minha atenção. Nada. Ninguém.
- Creio que o sono está a me enganar!
Murmurei sorrindo voltando a observar as pequenas brasas a bailar. O corpo pesava por um momento e mais uma vez a terra me acolhia em seu abraço. Mais estalos, mais bailares e agora eram as chamas que estavam dançando aos sabor do vento diante de meus olhos cansados. Um sorriso surgia em meus lábios, enquanto o fogo aquecia o meu corpo mesmo estando um pouco distante da fogueira. Um suspiro escapava, dois e logo meus olhos se fechavam.
Pequenos murmúrios pareciam ganhar a noite enquanto meu corpo descansava sobre a terra e o fogo aquecia meu corpo. Mesmo com os olhos fechados podia sentir aquele aproximar dos seres curiosos com a minha presença. Abaixavam-se. Aproximavam-se. Observavam-me. Meu corpo se encontrava deitado diante da fogueira, mas eu não estava mais ali naquele corpo. Eu sorria observando aquelas formas belas que conversavam entre si. Aproximei-me quando pude sentir o afagar de meus cabelos e o calor aquecendo-me mesmo não estando ali. Uma história era contada. Uma história antiga que vinha sendo contada através dos sonhos. Abaixei-me para escutar a história que aquele ser me contava e ele sorriu ao me ver ali. Afagava os cabelos de meu corpo adormecido, olhando nos meus olhos etéreos. Pude sentir meu coração se aquecendo, quando os afagos dos meus cabelos, se transformaram em um abraço que enlaçava a minha alma. O Fogo murmurava algo em meu ouvido. Um murmurar amornado e carinhoso. Um murmurar que selava as últimas cicatrizes de minha batalha e com um beijo selado em meu rosto, meus olhos se abriram. Dois estalos, três e as brasas mais uma vez bailavam ao ar tentando alcançar as estrelas. O sorriso mais uma vez surgia em meus lábios, enquanto uma lenha era ofertada à fogueira, mostrando aos meus olhos o crepitar do fogo em seu bailar.
Não existem palavras naquele momento. Nossos olhos se encontraram mais uma vez e as crianças dormiam perto da árvore de natal. Elas tinham dormido ansiosas para ver que história o Tyr Quentalë mostrará em suas páginas na noite mágica que se aproxima.
- Algo em mente?
Perguntou-me observando com um sorriso aos cantos dos lábios.
- Muitas coisas!
Respondi, sorrindo e me acomodando nos braços de meu amado.
- E nada ao mesmo tempo!
Ele complementa sorrindo e sorrisos escapam em meio às linhas do Tyr Quentalë! Ambos sabemos que as histórias daquele livro surgem no momento certo e jamais antes. Sejam histórias novas! Sejam histórias antigas!
- Psiu!
A mente despertava com aquele pequeno chamado e minhas costas se endireitavam para espiar por entre as chamas quem requeria minha atenção. Nada. Ninguém.
- Creio que o sono está a me enganar!
Murmurei sorrindo voltando a observar as pequenas brasas a bailar. O corpo pesava por um momento e mais uma vez a terra me acolhia em seu abraço. Mais estalos, mais bailares e agora eram as chamas que estavam dançando aos sabor do vento diante de meus olhos cansados. Um sorriso surgia em meus lábios, enquanto o fogo aquecia o meu corpo mesmo estando um pouco distante da fogueira. Um suspiro escapava, dois e logo meus olhos se fechavam.
Pequenos murmúrios pareciam ganhar a noite enquanto meu corpo descansava sobre a terra e o fogo aquecia meu corpo. Mesmo com os olhos fechados podia sentir aquele aproximar dos seres curiosos com a minha presença. Abaixavam-se. Aproximavam-se. Observavam-me. Meu corpo se encontrava deitado diante da fogueira, mas eu não estava mais ali naquele corpo. Eu sorria observando aquelas formas belas que conversavam entre si. Aproximei-me quando pude sentir o afagar de meus cabelos e o calor aquecendo-me mesmo não estando ali. Uma história era contada. Uma história antiga que vinha sendo contada através dos sonhos. Abaixei-me para escutar a história que aquele ser me contava e ele sorriu ao me ver ali. Afagava os cabelos de meu corpo adormecido, olhando nos meus olhos etéreos. Pude sentir meu coração se aquecendo, quando os afagos dos meus cabelos, se transformaram em um abraço que enlaçava a minha alma. O Fogo murmurava algo em meu ouvido. Um murmurar amornado e carinhoso. Um murmurar que selava as últimas cicatrizes de minha batalha e com um beijo selado em meu rosto, meus olhos se abriram. Dois estalos, três e as brasas mais uma vez bailavam ao ar tentando alcançar as estrelas. O sorriso mais uma vez surgia em meus lábios, enquanto uma lenha era ofertada à fogueira, mostrando aos meus olhos o crepitar do fogo em seu bailar.
Não existem palavras naquele momento. Nossos olhos se encontraram mais uma vez e as crianças dormiam perto da árvore de natal. Elas tinham dormido ansiosas para ver que história o Tyr Quentalë mostrará em suas páginas na noite mágica que se aproxima.
- Algo em mente?
Perguntou-me observando com um sorriso aos cantos dos lábios.
- Muitas coisas!
Respondi, sorrindo e me acomodando nos braços de meu amado.
- E nada ao mesmo tempo!
Ele complementa sorrindo e sorrisos escapam em meio às linhas do Tyr Quentalë! Ambos sabemos que as histórias daquele livro surgem no momento certo e jamais antes. Sejam histórias novas! Sejam histórias antigas!
Premiações



5 Comments:
eu sou suspeito se eu elogiar essa historia,mas é necessarios?=p
Saudações,
O que será que o Tyr nos reserva para a mágica noite natalina? Que conto fabuloso preencherá nossa alma de sentimentos no dia que podemos ouvir as vozes dos anjos cantarem alegres a comemorar o nascimento de nosso querido e amado salvador? Está se pondo próximo, minha amiga, próximo da noite santa... E sei, tenho a absoluta certeza, que o Tyr trará esperanças aos corações de todos.
Beijos.
Tyr,uma forma envolvente de contar uma história, essa a tua. As palavras vão se deslizando na nossa mente, formando as imagens que se propoem a formar.
Beijos.
Tyr, obrigado pelo comentário em Dulcinéia. Viu como a Júlia é da pesada? Até eu tô com medo dela... medo de ela roubar a cena... rs.
Beijos.
Puxa! Sempre que venho aqui e leio algum desses contos, sinto como se tivesse viajado a outro lugar, com outras regras, outras cores, outras maravilhas...
Gosto dos outros blogs (apesar de não poder acessá-los com tanta freqüência) mas esse tem uma magia própria que exala através das suas palavras. Fico chocado e ao mesmo tempo maravilhado com esse poder!
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