O Abraço da Terra
Estava deitada. Estava deitada há muito tempo naquele lugar. Eu permanecia de olhos fechados e o sol já não tinha como me alcançar com seus toques. Eu escutava os pequenos sussurros que provinham da terra e podia sentir-la a me abraçar. Um suspiro escapava, longo e demorado. Meu corpo virava, virava no meio daquele abraço em que a grama tocava o meu rosto, em que a grama sentia o sabor salgado das lágrimas. Lágrimas de tristeza? Lágrimas de saudades? Ou lágrimas de alegria? Era tão fácil os outros acreditarem que as lágrimas poderiam ser as duas primeiras opções, mas jamais as pessoas acreditariam na terceira opção. Por que era tão difícil para eles sentirem o abraço que a terra pode dar? Porque era tão difícil para as pessoas escutarem os segredos que a terra segredava? Eu sorria. Sorria deitada ali perdida naquela imensidão verde que tocava a imensidão azul. Um azul tão escuro que se tornava negro como alguns olhares. Já estava tão tarde, mas estava tão gostoso sentir aquele abraço. Um abraço que me dizia que eu estava segura e não tinha o que temer. A terra então sorria, ria como um infante, mostrando-me as estrelas naquele manto negro e salpicado. Contava-me seus segredos, enquanto eu observava as estrelas, envolvida no abraço verde-amarronzado. Então mais uma vez meu corpo girava e minhas mãos acariciavam a grama macia, deixando meu murmurar escapar em meio ao sorriso.
- Obrigada!
As crianças sorriam, observavam as nuvens no céu. Procuravam as diversas formas que surgiam. Era um momento breve em que o sol surgia dando trégua às chuvas de verão. O pequeno se erguia e se aproximava de sua mãe. Via o sorriso em seus lábios enquanto ela afagava os cabelos do pai com extremo carinho. Abaixava-se os admirando, enquanto sua pequena irmã falava as formas das nuvens que surgiam.
- Você realmente o ama, não?
A mãe erguia os olhos para o pequeno, continuando o afagar nos cabelos do amado.
- Sim! Eu sempre o amei e sempre vou amá-lo!
O pequeno então sorriu, dando a volta por trás de sua mãe e a abraçando, murmurou:
- É isso que importa!
- Obrigada!
As crianças sorriam, observavam as nuvens no céu. Procuravam as diversas formas que surgiam. Era um momento breve em que o sol surgia dando trégua às chuvas de verão. O pequeno se erguia e se aproximava de sua mãe. Via o sorriso em seus lábios enquanto ela afagava os cabelos do pai com extremo carinho. Abaixava-se os admirando, enquanto sua pequena irmã falava as formas das nuvens que surgiam.
- Você realmente o ama, não?
A mãe erguia os olhos para o pequeno, continuando o afagar nos cabelos do amado.
- Sim! Eu sempre o amei e sempre vou amá-lo!
O pequeno então sorriu, dando a volta por trás de sua mãe e a abraçando, murmurou:
- É isso que importa!
Premiações



5 Comments:
Os momentos de alegria são oque fazem a vida valer a pena,os momentos de tristeza são interva-los entre um novo omentod e alegria
Tão kawaii ^^~
Adorei . -^-^-
Encantador, minha querida amiga. Necessitava urgente algo que trouxesse calmaria para a minha alma, um alimento para ela e foi como as vozes dos anjos a me dizer “Vai lá Andréia, entre no Try Quentale hoje, ele foi atualizado... Sei que resolverá seus problemas.” Confesso que temi, minha amiga, pois as vezes o Try Quentale traz contos tristes – e ainda belos – mas meu objetivo era encontrar algo tão belo e que não levasse minha alma a sofrer. Parece que você ainda tem o dom de ler os desejos de seus leitores, pois confesso que me deliciei com o final surpreendente e gentil de seu conto e sei que outro alguém também apreciará quando ler para o seu filho amado...
Beijos e cuide-se.
Lindo, Tyr! Natureza, criança, um abraço carinhoso... ingredientes de satisfazer uma alma.
Beijos e bom fds.
"Terra, Terra,
Por mais distante o errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Eu estou apaixonado por uma menina terra
Signo de elemneto terra do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia" TERRA_CAETANO
Se eu tivesse escrito essa letra, diria que escrevi para mostrar o quanto gostei do texto. Sendo uma mera leitora, dedico-a então.
Beijocas!
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