Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Encontros Etéreos

Os olhos por um momento se cruzam. Espreitando um ao outro naquele jogo de adivinhação do que se passa na alma de quem está sendo espreitado. Os sorrisos surgem, mas nenhuma palavra é dita. Não são necessárias palavras entre aqueles olhares. Não são necessárias letras escritas por outros meios. Apenas o vínculo entre o olhar de tom mais escuro e o olhar de tom mais claro é o suficiente para que os corpos tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo consigam vencer a barreira invisível existente entre eles. Uma barreira que os separa, mas que logo será vencida.
- "Você não me perderá"!
Aquelas palavras surgem na mente do rapaz de olhos claros, de modo tranqüilo em meio ao sorriso que surgiram nos lábios de quem ele observa.
- "Em breve estaremos juntos"!
A moça de olhos escuros, sorri ao ouvir a voz de seu amado em tom grave e baixo enquanto recebe o abraço que ele dá, mesmo com a barreira existente entre eles.
Os sorrisos se alargam um pouco mais. Sorrisos que mostram o amor existente entre eles e que quebram algumas barreiras.
- "Só falta mais uma barreira"!
As vozes se entrelaçavam uma a outra e ambos podem sentir seus corpos elevarem-se com o vento que os rodeia. Ambos podem sentir as gotas de chuva que começam a cair brindando-os com a felicidade que eles sentem.
- "Em breve"!
Mãos tão próximas e tão distantes por conta da barreira, daquela última barreira existente e invisível, mostram as alianças trocadas e que serão usadas.

O sorriso surgia em meus lábios, enquanto eu me aninhava ao sentir os afagos em meus cabelos. A Noite Mágica se aproximava e as crianças expeculavam sobre a chegada do Klaus, pois assim era chamado o bom velhinho pela pequenina. O pequeno sorria, não quebraria aquele encanto da pequenina jamais. Por vezes o pequeno espiava sua mãe e sorria ao ver o quanto ela se encontrava feliz com o homem que ela amava.
- Mamãe e Papai estão bem felizes!
O pequeno escutava a voz da irmã que soltava em meio aos risinhos baixinhos, também espiando aqueles que ela tanto amava. Ele sorria e então acariciava a cabeça da irmã caçula.
- Sim eles estão felizes, pequenina! Vamos ler o Tyr Quentalë no Natal?
Os olhos da pequena brilharam em uma felicidade enorme e logo ela pulava no irmão mais velho.
- Você lê para mim? Você lê para mim?
O pequeno girava o corpo e começava a fazer cócegas na pequena.
- Claro Pequenina! Mas tudo ao seu tempo. Tudo ao seu devido tempo!

2 Comments:

Anonymous rubo medina said...

Bonito, Tyr, principalmente essa ternura entre os pequenos, os irmãos. Gostei muito. Texto super caprichado.
Beijos.

6:49 PM  
Anonymous rubo medina said...

Feliz Natal, minha querida. Foi bom contar com vc em 2006. E espero que 2007 seja bem frutífero para você, que realize todos os seus sonhos.
Beijos.

11:33 AM  

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